Um dos primeiros relatórios é o da qualidade do atendimento. Apenas Claro, Oi e TIM passaram por essa avaliação, por serem as operadoras proibidas de vender novas linhas durante o mês de julho de 2012. Os índices oscilam muito de mês a mês. Porém, desde junho do ano passado, a TIM é a operadora com o maior índice de registros, o que é controverso, tendo em vista que os dados do Procon para o ano passado mostram que a TIM é a operadora com o menor número de reclamações.
No serviço de voz, as operadoras se saíram bem. A meta mínima para acesso e disponibilidade da rede de voz é de 95%, e todas as operadoras cumpriram esse ponto de qualidade. O mesmo aconteceu no quesito quedas de chamadas: o limite máximo permitido pela Anatel é de 5% do montante de ligações, e todas as operadoras cumpriram essa determinação com folga.
No serviço de dados, nenhuma operadora cumpriu a qualidade mínima estipulada de 98%. O destaque maior vai para a Vivo, que ficou com menos de 95%, sendo considerado o pior índice entre todas as operadoras. Claro, Oi e TIM atingiram o valor igual ou maior a 95%, ainda que não tenham atingido a qualidade mínima. Todas as operadoras conseguiram bons resultados nos testes de queda de conexão.
Apesar das operadoras terem atingido alguns padrões mínimos de qualidade, ainda há muito o que melhorar. Infelizmente, quedas de chamada e conexão são constantes em lugares com grande concentração de pessoas. Eu mesmo estou sofrendo com isso: meu celular (e todos os celulares de uma certa operadora) estão sem conexão de dados 3G desde o início do ano em Belo Horizonte. É triste, e algo que nos faz perder as esperanças sobre o futuro da telecomunicação no Brasil.

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