ONG tenta impedir compra do Waze pelo Google
A Watchdogs, ONG de defesa do consumidor, enviou carta à Comissão do Comércio Federal dos EUA para tentar barrar a compra do aplicativo de mapas Waze pelo Google, anunciada ontem.
Segundo a organização, a gigante de tecnologia estaria praticando monopólio ao adquirir seu principal concorrente no mercado de mapas. Além disso, o comunicado alerta que a nova aquisição ampliará ainda mais o acesso do Google aos dados dos internautas.
No documento, a Watchdogs lembra que a permissão para que a companhia de buscas comprasse a empresa Double Clibk, há quatro anos, abriu caminho para a concretização do monopólio na propaganda online. Segundo dados apresentados pela ONG, o Google domina 97% do setor.
Entenda o caso
Ao confirmar a compra do Waze, o Google disse que os funcionários da empresa israelense continurão trabalhando no país e que os recursos do Google Maps serão integrados ao app.
"Estamos empolgados com a perspectiva de melhorar o Google Maps com alguns dos recursos de atualização de tráfego do Waze ", afirmou o vice-presidente de geolocalização do Google, Brian McClendon.
Nas últimas semanas, boatos indicavam que o Facebook também estaria interessado na companhia. Mas, segundo um jornal israelense, o Google levou a melhor com a oferta de US$ 1,3 bilhão pelo app - ou mais.
A possibilidade de compra pelo Facebook também esfriou, em parte, por indefinição sobre o que fazer com a equipe que trabalha na startup. Seu time provavelmente teria de se mudar para os Estados Unidos.
O valor da negociação entre a gigante de buscas e o Waze não foi oficialmente revelado.
Sobre o Waze
O aplicativo fornece informações de geolocalização por meio de interação social. Uma base com milhões de usuários gera e consome dados sobre o tráfego, o que ajuda quem dirige a desviar de congestionamentos.
Disponível para iOS, Android e Windows Phone, o aplicativo, foi eleito o melhor de 2012 para iPhone pela App Store brasileira.
Segundo Uri Levine, criador do Waze, o app ganha 250 mil usuários a cada mês no Brasil, sendo o país que mais cresce em números de usuários fora dos Estados Unidos.

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