Se as empresas de tecnologia sul-coreanas, como a Samsung, prosperam cada vez mais, o efeito dessa evolução torna a sociedade cada vez mais dependente das ferramentas digitais.

Para combater o que chama de "escravos sem cérebro", Kim Nam-Hee, um dos especialistas no tema, é favorável à conscientização principalmente dos jovens a respeito dos perigos que o vício por smartphones pode gerar.

A preocupação é compartilhada pelo governo. "Sentimos uma necessidade urgente de um amplo esforço diante do perigo do vício digital, principalmente devido à popularidade dos telefones inteligentes", afirma ministério da Ciência, em relatório repercutido hoje pela agência de notícias France Presse.

Pesquisa nacional realizada anualmente informa que 20% dos jovens na Coreia do Sul afirmam estar 'viciados' em smartphones e apresentam sintomas como ansiedade ou depressão quando estão distantes de seus aparelhos.

Uma das saídas para minimizar a dependência é propor parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação com as escolas, uma vez que o desejo pelos smartphones atinge também as crianças. Segundo o documento, cursos e acampamentos de férias poderiam ser benéficos.

Tida como a 'cidade mais conectada do mundo', na capital Seul cerca de 70% da população (50 milhões) têm aparelhos que acessam a internet. De acordo com a consultoria eMarket, a taxa é a mais alta do mundo, o que faz o governo estimular o crescimento econômico com base neste contexto social.

Em 2012, mais de 80% dos estudantes sul-coreanos entre 12 e 19 anos tinham smarthones, o dobro do que foi registrado um ano anterior. Segundo o estudo, 40% deles passam ao menos três horas por dia interagindo nas redes sociais ou jogando games.

Em recente apresentação para crianças de 10 anos, o especialista Kim Nam-Hee passou o recado em tom de ironia aos pequenos:"Se usarem demais seus smartphones, como o iPhone, sem necessidade de exercitar o cérebro, no fim das contas vocês vão perder a capacidade de criar algo tão brilhante e inovador como o iPhone", explicou.
 
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