São Paulo ainda usa radares com câmeras analógicas
Um quarto das câmeras em funcionamento nos radares de São Paulo ainda opera com os nostálgicos rolos de filme para identificar infratores, aponta o jornal Folha de S.Paulo.
As máquinas, de posse da Companhia de Engenharia de Tráfego, demandam cuidados especiais: todos os dias, é preciso que uma das empresas contratadas passe ao menos duas vezes em cada um dos 156 radares espalhados pela cidade para trocar o filme - já que o limite é de 36 fotos, em média -, revelá-lo e encaminhar para o processamento das multas.
As câmeras deveriam ter sido substituídas em 2011, segundo a FSP, mas os contratos com as companhias que operam o serviço foram renovados na época da administração do prefeito Gilberto Kassab. O contrato atual vence em outubro deste ano, desta vez firmado pela gestão Haddad, por R$ 100 mil, mas inclui a possibilidade de rescisão.
Além da baixa qualidade das imagens, que inutiliza muitas fotos, os radares não funcionam à noite e não identificam com precisão veículos que invadam áreas proibidas. Os aparelhos funcionam com sensores que disparam as câmeras, mas não conseguem reconhecer, por exemplo, se o automóvel que ocupa a faixa de ônibus é um táxi, o que é permitido.
O resultado disso é que uma porcentagem muito pequena das imagens capturadas acabam sendo aproveitadas devidamente -- no ano passado, foram 23 mil multas sobre um total de 216 mil imagens, o que representa cerca de 10,6% de fotos utilizadas na identificação de infrações.

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