Anunciado em 2011, o novo padrão HMC de memórias pode chegar ao
consumidor em 2013. Desenvolvido pela Micron, o novo sistema permite que
sejam atingidas velocidades muito maiores do as possíveis com os
hardwares que seguem o tipo DDR, hoje na terceira geração.
HMC é uma sigla para Cubo Híbrido de Memória e, embora soe estranho num
primeiro momento, é um nome que permite entender bem como funciona o
padrão. Basicamente, uma memória do gênero consiste em vários chips de
silício, um sobre o outro, conectados por vias que permitem velocidades
de transmissão de dados 15 vezes maiores do que as atuais DDR3. Em
comparação, um pente de memória HMC pode trocar dados com a CPU a 320 GB
por segundo, enquanto a melhor DDR3 do mercado atinge um limite de 24
GB/s.
A alta velocidade vem ainda com mais vantagens: o consumo de energia
chega a ser 70% menor. Velocidade e economia ocorrem por conta da
orientação tridimensional do padrão de memória. Enquanto num pente DDR
diversos chips são alinhados lado a lado, no HMC eles são, basicamente,
empilhados. Isso permite que as conexões entre eles sejam mais curtas.
Fios mais reduzidos permitem velocidades maiores e consumo menor de
energia.
Há outro motivo para o aumento considerável de rapidez na troca de
dados. Ao contrário dos chips DDR, o HMC possui apenas um circuito
lógico com transistores e componentes controladores para os demais chips
que compõe o sistema. Numa memória comum, cada chip de um pente tem o
seu próprio controlador. Cada um desses precisa ser complexo e poderoso o
suficiente para ler grandes volumes de informação a altas taxas de
consumo de energia. Com um controlador único, a HMC tem um perfil mais
simples, mais ágil e econômico de funcionamento.
O padrão HMC é desenvolvido por um consórcio que reúne as maiores
empresas do setor de semicondutores no mundo. Encabeçado pela Micron, o
projeto deve ter suas primeiras versões comerciais disponíveis no final
do ano e imagina-se que os primeiros mercados sejam os supercomputadores
e grandes data centers. A tecnologia deve chegar aos dispositivos
domésticos em dois anos.
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