Em uma aparição inesperada da Game Developers Conference, em São
Francisco, Victor Luo, engenheiro de interface humana da Nasa, controlou
remotamente um robô que estava em Passadena, a uma distância de mais de
600 quilômetros. Athlete, uma máquina de uma tonelada e seis pernas,
foi movida remotamente com auxílio da tecnologia Leap Motion.
O Leap Motion consiste em um quadrado, capaz de captar os movimentos do
usuário, como no Kinect. No entanto, a precisão da tecnologia é 200
vezes maior que a do sensor desenvolvido pela Microsoft. Além do Leap
Motion, tudo o que o engenheiro precisou foi de um notebook e de uma
conferência online no Goolge+ Hangout.
Jeff Norris, gerente da agência espacial, também estava presente na
demonstração e comparou o teste com uma ferramenta conhecida pelos fãs
de Star Trek. "Quero construir um futuro compartilhado com tele-imersão
de exploração - com todos explorando o universo através de avatares
robóticos, e não apenas olhando para números ou imagens em uma tela, mas
utilizando um holodeck e aparecendo em mundos distantes”, disse.
A aparição de representantes da Nasa na GDC foi inspiradora para o
futuro da exploração no espaço. A ideia é adaptar a técnica para
analisar asteroides, planetas e a Lua à distância. Atualmente, ela
enfrenta uma crise de falta de financiamentos e a crescente expansão da
aviação espacial privada, que ameaça os investimentos que recebia do
governo.
A agência batalha para recuperar sua imagem o grande público e o
desenvolvimento de robôs junto aos gamers é mais uma tentativa de
mostrar a importância da exploração espacial. A Nasa vem ajudando no
desenvolvimento de títulos como Mars Rover Landing (Xbox 360), Moonbase
Alpha e outros jogos que permitem o controle de mecanismos.
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