A ideia de um console que necessite de conexão à internet 100% do tempo não agrada aos fãs de videogames e os rumores sobre o novo Xbox apontam justamente nesta direção. No mais recente capítulo desta polêmica, um diretor da Microsoft decidiu cutucar os críticos e afirmar: "lidem com isso".
Adam Orth é diretor criativo da Microsoft Studios, responsável pela produção de jogos para o Xbox, Windows e Windows Phone e já deve ter contato direto com os projetos da empresa para o lançamento de seu novo console. Em seu perfil no Twitter, ele disparou várias frases afirmando não entender o motivo de tanta reclamação.
"Eu não entendo o drama em torno de um console 'sempre online'. Todos os aparelhos hoje em dia são 'sempre online'. Este é o mundo em que nós vivemos hoje. #lidemcomisso", afirmou. Ele ainda declarou que gostaria que todos os aparelhos fossem "sempre online" e que não compraria um aspirador de pó se não tivesse eletricidade ou um celular se não tivesse recepção na cidade onde mora.
Após as declarações, uma onda de ódio e xingamentos a Orth se espalhou pelo Twitter, que tem recebido várias mensagens repudiando suas opiniões. Muitas delas são de pessoas que afirmam ter decidido comprar o Playstation 4 em vez do novo Xbox devido às suas declarações. O perfil de Orth no Twitter passou a ser restrito após tantas críticas.
A Microsoft, percebendo o problema que arrumou, se apressou em emitir um comunicado afirmando que as opiniões de Orth não correspondem à da empresa. "Estamos cientes dos comentários feitos por um empregado no Twitter. Esta pessoa não é um porta-voz da Microsoft, e suas opiniões não refletem às da companhia", afirmou à Forbes.
As críticas à ideia do "sempre online" giram, principalmente, em torno do fato que muitas vezes a internet cai e não seria possível nem mesmo ligar o videogame para se distrair enquanto a internet não volta. Além disso, as experiências recentes com jogos que exigiam conexão 100% do tempo mostram que as empresas normalmente não estão preparadas para a exigência de banda. É o caso de Diablo 3, da Blizzard, e o novo SimCity, da Electronic Arts. Nestes casos, os compradores dos jogos só tiveram o acesso normalizado após algumas semanas.
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